É uma das minhas referências. Excelente jornalista; extraordinário colega. Coincidí com ele no Paquistão, logo após os atentados do 11 de setembro. Os Americanos são os que melhor respondem nos cenários de grandes acontecimentos. São os primeiros a chegar.
Os bastidores da TV
Ironicamente, apresentei há cerca de dois meses um livro sobre as histórias que ficam por contar, quando se trata de reportagens com densidade informativa.
Estava longe de imaginar que dois meses depois, iria noticiar o resgate de um grupo de crianças Tailandesas.
Minutos de descanso
Com a diferença horária de seis horas, na Ásia só dá para dormir duas ou três horas por dia. No intervalo das reportagens e dos directos, aproveitamos para descansar o que for possível. Se for no chão, que seja. O importante é não falhar.
A vida que eu escolhi
São já 38 anos de jornalismo. Uma carreira muito diversificada. Gosto de tudo no jornalismo, mas embora muitas pessoas tenham de mim a imagem da entrevistadora, a minha paixão é mesmo a reportagem. O meu coração palpita quando sou enviada especial e quanto mais difíceis são as condições no terreno, mais eu me supero.
Os melhores dos melhores
Foram 2 anos que passaram num instante. Fui para França como enviada especial pensando que iria voltar passados três dias. Regressei passados dez.
Os meus gostos – Pequim
Como não poderia gostar da cidade onde fiz 21 anos? Estava a trabalhar em Macau quando fui desafiada por dois amigos para uma viagem até à capital da China. Não foi uma viagem qualquer.
Os meus gostos – Paris
São fortes os laços que me prendem a Paris. Pessoais e profissionais. Foi a primeira cidade onde estive como enviada especial. Estava a trabalhar em Macau, em 1981, quando viajei para Paris para a cobertura das eleições presidenciais que deram a primeira vitória a François Miterrand.
Parabéns, arquiteto
Souto Moura já tinha ganho o Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Agora, conquistou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza.
Há uns quatro anos, fiz uma reportagem/entrevista com o arquiteto. Um portuense genuíno, de trato afável, um senhor.
Os Enviados Especiais
Foi na guerra da secessão, nos Estados Unidos, entre o Norte e o Sul, meados do século XIX, que surgiu a figura do jornalista enviado especial. Na altura, o meio de comunicação era o telégrafo e os jornalistas tinham que fazer fila para conseguir enviar os seus artigos.