Os bastidores da TV

Ironicamente, apresentei há cerca de dois meses um livro sobre as histórias que ficam por contar, quando se trata de reportagens com densidade informativa.
Estava longe de imaginar que dois meses depois, iria noticiar o resgate de um grupo de crianças Tailandesas.

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Minutos de descanso

Com a diferença horária de seis horas, na Ásia só dá para dormir duas ou três horas por dia. No intervalo das reportagens e dos directos, aproveitamos para descansar o que for possível. Se for no chão, que seja. O importante é não falhar.

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A «tribo»

Este é o nome que é dado aos jornalistas estrangeiros que se encontram sempre em grandes acontecimentos internacionais. Não há rivalidade. Partilham-se informações, comida (bolachas), sorrisos. São quase sempre os mesmos: os mais experientes, os mais resistentes, os mais desenrascados. Não há horas para dormir.

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A vida que eu escolhi

São já 38 anos de jornalismo. Uma carreira muito diversificada. Gosto de tudo no jornalismo, mas embora muitas pessoas tenham de mim a imagem da entrevistadora, a minha paixão é mesmo a reportagem. O meu coração palpita quando sou enviada especial e quanto mais difíceis são as condições no terreno, mais eu me supero.

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O ADN do jornalismo

Os media tornaram a política mais transparente, mais igualitária e mais democrática. Uma das dimensões do jornalismo é escrutinar os diferentes Poderes, denunciar o que está mal, interrogar os acontecimentos e os seus protagonistas, questionar sem medos, sem condicionamentos, procurar a verdade e informar com rigor. É este o ADN do jornalismo.

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Uma paixão

O jornalismo é um sentimento ou até uma paixão. Como todas as paixões é absorvente, gera-nos angústias, insatisfação, medos, mexe com os nossos humores, mas deixa-nos sempre rendidos. O jornalismo é viciante porque o gosto pela notícia é superior a tudo.

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A Arte da Entrevista

Apesar de ter para mim que a reportagem é o ADN do jornalismo, a entrevista é um exercício muito difícil na lógica da comunicação. Políticos e titulares de cargos públicos utilizam esse espaço para fazer passar as suas mensagens, previamente estudadas.

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Regresso a casa

Por estes dias, regressei ao Porto. O pretexto foi a emissão do Jornal das 8 a partir de Serralves no último sábado. Passei três dias na cidade onde nasci e onde estão as minhas raízes. A minha mãe pergunta-me muitas vezes se não pensaria em regressar um dia. Tal questão não se me coloca.

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Os meus gostos – Paris

São fortes os laços que me prendem a Paris. Pessoais e profissionais. Foi a primeira cidade onde estive como enviada especial. Estava a trabalhar em Macau, em 1981, quando viajei para Paris para a cobertura das eleições presidenciais que deram a primeira vitória a François Miterrand.

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Estará a democracia a morrer?

Há sinais de regressão da democracia. Há mesmo quem considere que é a maior regressão desde 1930.
Nos Estados Unidos, na convenção constitucional de 1787, uma mulher perguntou a Benjamim Franklin: “o que é que temos, uma república ou uma monarquia?” ao que ele respondeu: “uma república se a conseguirmos manter”.

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