Acreditar

acreditar

Nunca a conjugação deste verbo fez tanto sentido. Há uma dimensão espiritual quando dizemos, sentimos ou pensamos acreditar. É como se, por um lado, uma parte do que desejamos estivesse fora do nosso controlo e estivesse dependente de algo ou de alguém.

Nesta situação penosa para todos em que nos encontramos, quando dizemos temos que acreditar ou vamos acreditar, há uma fé e uma esperança que estão associadas ao acreditar. Quando se trata de uma incógnita, mais difícil é o ensaio de darmos conteúdo ao verbo.

A pergunta que fazemos é: vamos acreditar em quê? E é neste ponto que entra a tal dimensão que está para além do conhecimento, do nosso conhecimento das coisas terrestres. É neste ponto em que nos encontramos: num limbo entre a realidade e a fé já que a ciência não nos dá respostas a uma evidência que lhes é desconhecida é estranha.

Vamos, portanto, acreditar. Nada mais está ao nosso alcance.

Judite Sousa

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O Padre Tolentino

Tolentino de Mendonça é um padre Dominicano. É vice-reitor da Universidade Católica. É um intelectual da Igreja com mais de uma dezena de livros publicados. O último, “O Elogio da Sede”, saiu há poucos meses. Quase na mesma altura em que o padre Tolentino esteve no Vaticano a partilhar ensinamentos da fé com o Papa. Agora, Francisco chamou-o para dirigir a biblioteca do Vaticano.

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