Amo-te

Em conversa com algumas amigas, falávamos da dificuldade que homens e mulheres experimentam em assumir palavras de amor numa relação  a dois. É como se algumas palavras fossem proibitivas. E não entendemos porquê. Melhor, a conclusão a que chegámos é que nos tempos que correm, as pessoas evitam compromissos. Procura-se o instante. Vive-se o presente mas não se quer pensar no futuro. Talvez por isso, seja utilizado na linguagem dos afectos o adoro-te, mas conjugar o verbo amar é já muito difícil de ouvir e de arriscar.

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Ilusões e Desilusões

O complexo mundo em que vivemos e que influência  muitos dos nossos comportamentos leva-me a pensar nas ilusões que criamos no confronto diário que mantemos com a realidade. Os desejos, as vontades, as expectativas, os planos que estabelecemos abrem a porta das ilusões. Quando se transformam em algo real, deixam de o ser para passarem para o domínio do concreto. Mas quando não atingem esse patamar, ou permanecem ilusões ou evoluem para as desilusões. E aí, o problema pode doer.

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A idade já não é o que era

Aquela frase feita de que a idade não perdoa é já passado. As marcas do tempo são hoje resolvidas facilmente, desde que exista bom senso ao contrariarmos a passagem dos anos. Quando conseguimos envelhecer bem, mantendo-nos confortáveis com a nossa imagem e assumindo sem complexos a idade, estaremos no caminho certo. O corpo é importante, mas a cabeça é muito mais: independência, maturidade, liberdade para poder agir, não estão ao alcance de todas as mulheres. Esse é um dos maiores problemas que se coloca à sociedade portuguesa, onde perduram  grandes diferenças de género.

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