Ainda a “Bailarina de Auschwitz”

bailarina de Auschwitz

Enquanto danço, descubro um pedacinho de sabedoria que nunca mais esqueci. Nunca saberei que milagre me permitiu ter este conhecimento. Há de salvar-me a vida muitas vezes, mesmo depois de o horror terminar. Consigo perceber que o Dr. Mengele, o assassino experiente que ainda esta manhã matou a minha mãe, é mais patético do que eu. Na minha mente, sou livre; coisa que ele nunca poderá ser. Ele terá de viver sempre com aquilo que fez na consciência. É mais prisioneiro do que eu. Enquanto termino a minha coreografia com uma curiosa espargata final, rezo, mas não rezo por mim. Rezo por ele. Rezo, para bem dele, que ele não tenha necessidade de me matar.

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A Anne Frank que não morreu

anne frank Auschwitz

Edith Eger, que esteve prisioneira no campo de concentração de Auschwitz, afirma no seu livro “A Bailarina de Auschwitz” que “quando não permitimos a nós mesmos chorar as nossas perdas, feridas e desilusões, estamos condenados a revivê-las. A liberdade consiste em aprender a aceitar o que aconteceu. A liberdade significa que reunimos coragem para desmantelar a prisão, tijolo a tijolo”.

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