Cheguei a Zagreb, na Croácia. Esperavam-me 300 quilómetros de estrada em território minado pelos Sérvios na Bósnia. A imprensa internacional iria partir na manhã do dia seguinte. Juntos. Pedi aos Norte-Americanos da NBC que me levassem. Pedi tanto que consegui a boleia. A guerra terminou um mês depois com os bombardeamentos da NATO.
Jovens
É um tema que me é próximo. Vivo rodeada de jovens. São meus vizinhos muitos financeiros e consultores que trabalham no edifício sede da Deloitte Portugal. Naturalmente, nem todos têm a mesma vocação e todas as áreas de conhecimento são relevantes. O importante é promover a excelência, sejam as ciências ou as letras.
Super Cristiano
Este homem é um caso de estudo. Sou suspeita. Conheço-o bem. Julgo eu. Tive o privilégio de entrar na sua casa, primeiro em Manchester, depois em Madrid. Em ambas as situações fui recebida como a Judite, que é isso que eu sou.
Genial
Há pessoas que pelo que são, pelo que fizeram ou pelo que fazem, são consideradas geniais. Três nomes: Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg. Há uma questão comum aos três: a forma como se vestem. Bill Gates está quase sempre de camisa e jeans. Steve Jobs aparecia quase sempre de preto com uma camisola de gola alta e jeans. O fundador do Facebook, apresenta-se quase sempre de t-shirt cinzenta e jeans.
Nós mudamos
O Mundo mudou. Mudaram-se atitudes, comportamentos, mentalidades. Mudaram-se rotinas alimentares, modos de desbravar conhecimento e de encarar conceitos e modos de vida. Temos mais saúde, vivemos mais e exigimos a felicidade como um direito primordial. Na verdade, felicidade e saúde são semelhantes, conforme a definição da Organização Mundial de Saúde: “um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças”.
Arriscar
É uma atitude. É uma exigência na era contemporânea. É uma forma de estar. Arriscar profissionalmente. Pode significar mudança. Não devemos ter receio. A estabilidade não existe mais. Por vezes, temos que fazer aquilo que os pensadores definem como “corte epistemológico”. Do ponto de vista pessoal, arriscar pode querer dizer sairmos da nossa “zona de conforto”. Pode parecer um problema, mas na realidade não custa nada. Está tudo na nossa cabeça.
As figuras públicas
Na cabeça de algumas pessoas, as chamadas figuras públicas vivem numa espécie de “estratosfera”, onde os “simples mortais” não entram. Nada de mais errado. A condição de “figura pública” não pode ser encarada como configurando realidades inacessíveis. No limite, todos somos seres humanos com tudo o que a humanidade implica.
A escrita
Tenho para mim que escrever faz bem à alma. A mim faz. Deixar sair as palavras, com liberdade. Com sentimento. Com emoção. As palavras são uma arma. Podem criar-nos uma pretensa felicidade ou podem magoar-nos. A escrita é, por isso, sempre um exercício de catarse.
A casa das Você
Quando, em 2007, alguns estudantes portugueses fizeram o programa de intercâmbio no Rio de Janeiro, quatro viviam num apartamento no Leblon. Iam às aulas e nos tempos livres faziam praia, divertiam-se o melhor que podiam e conheciam o Rio. Um desses jovens tornou-se amigo também de jovens brasileiros, que lhe chamaram “o português mais carioca do Brasil”. Eram quatro rapazes.
Os fortes
As relações humanas são muito difíceis e exigentes. Pedem conhecimento, partilha, reciprocidade. É um caminho complexo de trilhar. Exige maturidade, crescimento. Exige estarmos com os outros de coração aberto. A vida é demasiadamente breve para a complicarmos.