De férias nas Mauricias

Mauricias

Não há muitas pessoas que consigam estar de férias e desconectar por completo.

Hoje em dia, são muitos os que continuam on-line mesmo quando estão em período de descanso. Por aqui, isso também acontece comigo. Assim que chego ao quarto ligo a CNN. Em casa, passei a seguir sistematicamente a TVE. E o que é que tenho observado? Um ritmo fantástico na produção da informação e na sua comunicação. O dinamismo é impressionante. As reportagens não têm mais do que um minuto e 30 segundos. Os comentários e as entrevistas em estúdio são de cerca de 5 minutos no máximo. Isto equivale a três perguntas e a três respostas. É impossível que, neste modelo de jornalismo, os espectadores se afastem.

Há muito tempo que defendo esta dinâmica. Reportagens curtas, incisivas e com proximidade, directos curtos e, se possível, em movimento e com uma linguagem corporal intensa e entrevistas breves, focadas em dois ou três pontos essenciais. No caso da TVE, os trabalhos longos ou são autonomizados em antena ou então são emitidos no respectivo canal de notícias. Os convidados são escolhidos para comunicar com os espectadores e não para se ouvirem a si próprios ou seguirem uma agenda pessoal. Quando as coisas assim se passam, o risco de fracasso é substancialmente reduzido. É este figurino com que me identifico. É possível em jornais longos? É. Dá trabalho e exige recursos mas é tudo uma questão de conceito e de conhecimento da audiência. Em televisão, não vale a pena inventar. Basta aprender com os melhores e ver como é que eles trabalham!

Judite Sousa

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