Dia da Mulher

Dia da Mulher

Confesso que nunca senti ao longo do meu percurso profissional qualquer tratamento discricionário pelo facto de ser mulher.

Penso que a sorte dá muito trabalho e todos os dias temos que provar as oportunidades que nos vão surgindo e que vamos agarrando com todas as nossas forças, muitas vezes arrancadas das profundezas do nosso Ser. Mas reconheço que a minha realidade não é comparável à da maioria das Portuguesas.

O nosso país evoluiu muito nos últimos anos. A democracia trouxe as liberdades, a integração europeia e a correção de inúmeras desigualdades. Lembro a criação do salário mínimo nacional e o fim dos filhos ilegítimos. Porém, há situações que permanecem chocantes. As diferenças salariais entre homens e mulheres, pelo mesmo trabalho e desempenho, são inaceitáveis. Mas o que é mais revoltante é o problema da violência doméstica. Os números são assustadores. Há cada vez mais mulheres que morrem vítimas dos carrascos que são os seus companheiros, pais dos seus filhos. Muitas queixaram-se às instituições que não atenderam os pedidos de ajuda. É o Estado que falha. E a sociedade no seu conjunto. Este é um cancro social que tem que ser lembrado todos os dias. É combatido energicamente.

 

Judite Sousa

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