A Arte da Entrevista

Apesar de ter para mim que a reportagem é o ADN do jornalismo, a entrevista é um exercício muito difícil na lógica da comunicação. Políticos e titulares de cargos públicos utilizam esse espaço para fazer passar as suas mensagens, previamente estudadas. O papel do jornalista é não vacilar e seguir com o guião do questionário que deve refletir as perguntas que a opinião pública quer ver e ouvir esclarecidas.
A jornalista Norte-Americana Barbara Walters, escreveu há uns anos um livro sobre a sua experiência, com tradução em português para “A arte da entrevista”. É realmente de uma Arte que se trata: não há duas entrevistas iguais porque não há entrevistados iguais.
Um ponto tem que ser claro: o controlo da entrevista tem que estar sempre do lado do entrevistador. Quando assim não é, o risco para que a dialéctica pergunta-resposta se transforme num monólogo ou até num momento de propaganda, é elevado.
Nas democracias avançadas, os “atores” públicos conhecem as regras. E respeitam-nas. A imprensa cumpre uma função de grandeza nos países livres.  Não há democracias saudáveis sem uma comunicação social forte.

Judite Sousa

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