Os meus gostos – aviões

Penso que não é a primeira vez que vos digo que adoro viajar. Fazer a mala, entrar num avião, passear pelos aeroportos, mesmo que sejam voos intercontinentais, tudo isto dá-me prazer. Há alguns anos que viajo com mala de mão. Mesmo que seja uma ausência de duas semanas, consigo fazer uma mala que anda sempre comigo, evitando assim a espera, à chegada. Tenho boas histórias. Uma vez, consegui fazer Hong-Kong – Genebra, só acordando no momento da aterragem. Agora, já tenho mais dificuldade em dormir. Aproveito para ler ou ver um filme.
Há quatro anos, quando viajei para a China na Emirates, integrando o grupo de jornalistas que acompanhavam o então Presidente Cavaco Silva, o Vítor (RTP) conseguiu junto da agência dois lugares na primeira fila da económica. Tínhamos muito espaço à nossa frente. Os nossos colegas ficaram espantados e pensaram que tinha sido um arranjo de Belém. A verdade é que foi uma sorte. Fizemos escala de umas quatro horas no Dubai. O aeroporto é um mundo. E é uma tentação. Apetece comprar tudo! Nos aeroportos, cruzam-se raças e culturas. Observar é uma experiência. Mais recentemente, na semana que voltei a Hong-Kong com a minha irmã e sobrinha, voltei a optar pela companhia de um dos Emirados mais prósperos. A Isabel e a Ana nunca tinham estado daquele lado do mundo. Estavam esmagadas pelo luxo asiático. Viajamos num novíssimo A-370 onde não faltava nada. A comida, óptima. A simpatia do pessoal de bordo, inexcedível.
Perguntam-me muitas vezes se não tenho medo de andar de avião. Claro que não. Só os aviões é que nos permitem sermos cidadãos do mundo, conhecendo países e pessoas que nos enriquecem. Comigo, tem sido assim.

Judite Sousa

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