O que falta saber sobre alimentos

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e consciencializados sobre os alimentos que compram e consomem.

Os nutricionistas e os “chefs” são os novos gurus: somam fãs nas redes sociais, publicam livros que se tornam best-sellers e são as mais recentes estrelas mediáticas. Não há programa de televisão que se preze, seja qual for a estação, onde não se contem diversas rubricas sobre alimentação e bem estar. No entanto, apesar da forte sensibilização relativamente a estas questões, mantém-se o desconhecimento sobre a produção alimentar, que não se coaduna com a restante informação que chega aos consumidores. Vamos a um exemplo: constantemente me surpreendo com o número de pessoas que revelam a sua sapiência acerca de vinhos – sabem a graduação, a origem, debitam sobre os aromas e as castas, mas se perguntarmos muito simplesmente o que difere substancialmente o vinho branco do vinho tinto, não sabem responder. O mesmo se passa sobre muitos alimentos processados: chocolates, lacticínios, refrigerantes, congelados, enchidos, etc.
Não defendo que o consumidor tenha de ser um expert em matéria alimentar, mas seguramente se complementasse as informações de confecção e nutrição com outras sobre métodos de produção e processamento, as escolhas seriam certamente mais criteriosas, fundamentadas e saudáveis.

Margarida Leite,
Engenheira Alimentar

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