A ideia há já muito tempo que vinha sendo trabalhada na minha cabeça – criar um negócio meu! Mas depois de uma vida “quase inteira” ligada à comunicação, primeiro ao jornalismo e depois na consultoria de comunicação, não era fácil mudar o chip. Não era mesmo nada fácil imaginar-me noutra função, com responsabilidades que desconhecia, com rotinas diferentes e pior do que isso, com o peso de sentir que não havia margem para falhar… Como se fosse possível calcular em absoluto os riscos de um qualquer negócio.
Todos estes pensamentos transportavam-me diariamente para sentimentos diametralmente opostos. Ora fascinantes, ora aterradores, que depois de digeridos davam lugar a uma sensação ainda mais forte que se traduzia na vontade de avançar para o desafio!
Até construir a “Fábrica das Festas” decorreram muitos meses.
Comecei por identificar o tipo de negócio. Não era inédito no mercado mas para mim tinha a vantagem de não ser completamente desconhecido. Depois de encontrar o local onde entendi que uma loja deste género faria sentido, já não parei. Avancei sempre acompanhada de alguns receios, confesso, mas a acreditar a todo o momento que era a aposta certa. E mais importante, sentia que aquela mudança me entusiasmava a cada dia.
A assessoria de comunicação e o media training mantêm o seu rumo e o seu ritmo na minha vida profissional mas agora coabitam com a gestão de uma loja onde se vendem balões, velas, presentes e um mundo inteiro de encantar dedicado a festas de adultos e crianças.
É fácil? Não, não é. Mas o que é fácil, normalmente, torna-se desinteressante.
Valeu a pena? Vamos ver, mas continuo a acreditar que sim.
Mudar aos 50? Sem dúvida alguma!
Patrícia Gallo, Empresária
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