O meu 25 de Abril

Fazia todos os dias o eléctrico 6 que me deixava à porta do liceu Carolina Michaelis onde eu estudava. Era uma escola só de raparigas. Lembro-me vagamente de estar a subir a longa escadaria e ter ouvido alguém a dizer que tinha havido uma revolução. Tão novinha, não percebi a dimensão do acontecimento. Mas lembro-me bem de algumas das primeiras decisões: o salário mínimo foi fixado em 3 mil e 300 escudos e acabou a figura de filhos ilegítimos. Também a minha vida mudou a partir daquele dia.

Judite Sousa

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