A Finlândia – O país mais feliz do mundo

É muito curioso conhecer todos os anos o relatório das Nações Unidas sobre os índices de felicidade no mundo. Não é uma análise psicológica nem filosófica, mas caba por ser uma mistura de diversas variáveis reveladoras daquilo que realmente é importante para percebermos o que nos move e o que consideramos determinante para as nossas vidas.

Vejamos: O índice é avaliado em função da riqueza nacional (PIB), dos apoios sociais, da esperança média de vida, liberdade, igualdade entre géneros, generosidade, ausência de corrupção e qualidade de vida dos imigrantes.

Temos então que a Finlândia – o primeiro país europeu a conceder o direito de voto às mulheres em 1906 – é também o que tem uma maior participação de mulheres em cargos empresariais e políticos – e o que recebe melhor os estrangeiros. E isto é muito se observarmos no mesmo ranking que Portugal está em 77º lugar, muito distante da Espanha que se encontra na 36ª posição.

Se pensarmos que a Finlândia esteve durante mais de cinquenta anos na esfera da órbita soviética, mais em termos económicos do que políticos, identificamos no curso histórico de uma nação muito jovem – 100 anos – o berço da Nokia e uma aposta decisiva na educação.

Diz o mesmo relatório da ONU que a Finlândia tem a melhor educação do mundo.

Afinal, a igualdade, a liberdade, a tolerância são diretamente proporcionais à dimensão educacional de um povo. Sempre foi assim e assim continuará a ser.

 

Judite Sousa

 

 

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