Ser mãe mais tarde é a pergunta que a maioria das mulheres faz a ela própria, a partir dos 30 anos, quando pensa em optar por uma carreira profissional
A evolução dos direitos da mulher nos últimos 60 anos, desde o voto, à liberdade sexual que a pílula permitiu, até à entrada na profissão, não foi acompanhada pela evolução genética.
Se pensarmos, por um momento, no passado, as Rainhas tinham filhos a partir dos 13 anos.
Hoje, para a maioria das mulheres, ser mãe começa a partir dos 30, e geralmente, aos 35 o relógio biológico toca o alarme, avisando que o ovário está a envelhecer.
Contudo, a ciência tem permitido muitos avanços. Se na década de 60 passou a ser possível sexo sem gravidez, com a descoberta da pílula contracetiva, e em 1978 nasceu o 1º bebé “proveta”, por FIV ,também passou a ser possível a gravidez sem sexo.
Em 2014 há o 1º transplante de útero, com sucesso, de uma mulher de 61 anos para uma de 35 e nasce o Vicent.
A esperança média de vida não foi acompanhada pelo aumento de vida “útil” do ovário. A investigação cientifica está consciente desta realidade e muitos trabalhos de investigação estão a decorrer no rejuvenescimento dos ovários para conservarem óvulos de qualidade e quantidade. Alguns já com bons resultados.
Abriu-se uma luz ao fundo do túnel, o que nos vai permitir ter filhos até mais tarde sem ter que recorrer a ovócitos (óvulos) de dadora ou criopreservação (congelação), dos próprios.
Maria do Céu Santo
Ginecologista / Obstetra – Hospital Sta Maria e Hospital da Luz
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